Brasil consegue captar como se tivesse investment grade

Brasil consegue captar como se tivesse investment grade

Coluna do Broadcast

28 de janeiro de 2018 | 05h00

Juros negativos ao redor do mundo, excesso de liquidez global e um movimento de recomposição de portfólio de grandes investidores levaram os emissores brasileiros a captarem recursos a custos similares aos que conseguiam quando o Brasil ainda tinha o selo de bom pagador, o chamado investment grade. Mesmo com rebaixamento recente dado pela agência de classificação de riscos Standard & Poor’s (S&P), a prova contundente veio com a captação da Petrobrás. A estatal emplacou uma emissão de US$ 2 bilhões em troca de um prêmio (new premium issue) negativo aos investidores, ao se comparar o retorno oferecido, de 5,95%, e as taxas dos papéis da companhia que já circulam no mercado. E boa parte dos interessados não conseguiu colocar sua ordem, uma vez que a demanda chegou ao patamar de US$ 10 bilhões.

Tranquilo e favorável
Além do cenário externo, o placar de 3×0 do julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) também empolgou e reduziu o risco Brasil. A expectativa do mercado é de que, dada a atratividade, mais empresas corram para aproveitarem a primeira janela de emissões externas. Até agora, emissores brasileiros captaram US$ 7,15 bilhões na primeira janela do ano, superando os US$ 5,95 bilhões emitidos no exterior no mesmo intervalo do ano passado.

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