Brasil pode ter 400 instituições no open banking em um ano, estima BIP

Mariana Durão

18 de novembro de 2020 | 05h09

 

O Brasil pode aumentar em quase 30 vezes o número de instituições participantes do open banking em um período de um ano, a partir de sua implantação. A análise da consultoria global Bip leva em conta a alta concentração do mercado financeiro no País e o interesse pelo Pix, que atraiu 750 instituições.

Potencial. Por aqui o compartilhamento de dados de clientes começa com 13 grandes bancos, mas o líder de Finanças da Bip, Luiz Fabbrine, estima que perto de 400 instituições possam aderir, em 12 meses. A estimativa é que cada banco invista cerca de R$ 15 milhões, no primeiro ano de funcionamento no sistema.

Experiência. Com escritórios em 12 países, a Bip trabalhou na transição de instituições financeiras para o open banking na Itália, Espanha e Reino Unido. Na terra da rainha, o movimento começou com 104 instituições em 2018 e chegou a 204 um ano depois.

Vaquinha. Por enquanto, a Bip foi contratada para gerar soluções tecnológicas – como plataformas compartilhadas e sistemas padronizados – para uma centena de bancos representados pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC). Uma das possibilidades para driblar os altos investimentos é a formação de consórcios entre fintechs e bancos menores, mostra a experiência europeia.

Reforço na base. Após o primeiro ano de adoção do open banking nos países europeus, as instituições como agregadores de dados e transações conseguiram elevar sua base de clientes em cerca de 70% e tiveram aumento de receitas, decorrente de novos serviços e produtos financeiros oriundos de obtenção de dados via open banking.

Contato: colunabroadcast@estadao.com

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