Brasil Tecpar compra maior provedora de banda larga do Centro-Oeste por R$ 180 mi

Brasil Tecpar compra maior provedora de banda larga do Centro-Oeste por R$ 180 mi

Circe Bonatelli

10 de maio de 2022 | 17h30

Empresa detém 55 mil quilômetros de redes de fibra ótica  Foto: Paulo Liebert/AE

A holding de telecomunicações Brasil TecPar fechou a aquisição da Titânia, maior provedora de banda larga da Região Centro-Oeste, por R$ 180 milhões, informou a Brasil TecPar em primeira mão para a Coluna. A negociação contou com assessoria da IT Investimentos. A transação é mais um exemplo da onda de consolidação pelo qual vem passando o mercado, formando provedores regionais de internet cada vez maiores para brigar com as grandes teles.

A Titânia tem sede em Cuiabá e atende 45 mil clientes, entre empresas e consumidores finais. O valor da aquisição saiu a um múltiplo equivalente a cerca de cinco vezes o seu lucro operacional anualizado (medido pelo Ebitda: lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização). Do outro lado da mesa está a gaúcha Brasil TecPar, que oferece banda larga, data centers e serviços de TI. O grupo tem mais três aquisições em negociação para serem fechadas até o fim do ano.

Empresa cresce com aquisição de  rivais

Aliás, a base do crescimento da Brasil TecPar foram as compras de rivais. Desde 2012 foram quase 40 aquisições, totalizando investimentos na ordem de R$ 800 milhões. As empresas abocanhadas são integradas e passam a atuar sob as duas marcas do grupo: a Ávato, no varejo, e a Amigo Internet, no corporativo.

Com isso, a Brasil TecPar tem despontado como uma das principais empresas do ramo. Está em seis Estados (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso e Mato Grosso do Sul), detém 55 mil quilômetros de redes de fibra ótica e cerca de 350 mil assinantes – o que lhe proporciona uma receita anualizada no patamar de R$ 600 milhões (contando a Titânia). A maior operadora de banda larga no Brasil é a Claro (9,7 milhões de clientes). Entre os provedores regionais, são a Alloha (1,1 milhão) e a Brisanet (910 mil).

As controladoras da Brasil TecPar são as holdings Gaúcha TecPar (70%) e BR Par (30%). Até aqui, o crescimento foi sustentado com a tomada de dívida. Já para 2023, o plano estratégico prevê uma injeção de capital por meio da atração de um sócio (de preferência um fundo de private equity) ou da abertura de capital em Bolsa.

 

Esta nota foi publicada no Broadcast no dia 10/05/22, às 11h16

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