Braskem paga prêmio pelo risco Odebrecht e sal-gema para emitir bonds

Braskem paga prêmio pelo risco Odebrecht e sal-gema para emitir bonds

Coluna do Broadcast

30 de outubro de 2019 | 04h00

Apesar de ter alcançado demanda de cerca de US$ 9 bilhões para emissão de US$ 2,25 bilhões em títulos de dívida externa (bonds), a Braskem pagou prêmio ao investidor pelo risco Odebrecht e pela extração de sal-gema. Os bônus com vencimento em 2050 foram emitidos com retorno de cerca de 6%, superior aos 5,36% pagos pelos papéis de mesmo vencimento da mexicana Orbia, antiga Mexichem. Ao mesmo tempo, o rendimento supera o papel soberano brasileiro de vencimento mais próximo, em 2047, que paga ao investidor 4,8%. Embora não sejam diretamente comparáveis, porque em teoria o risco de um País quebrar é menor do que o de uma empresa, a Braskem é classificada pelas agências de rating com uma nota superior à do Brasil, o que poderia dar à petroquímica suporte para captar pagando menos.

Queda de braço. A Odebrecht, em recuperação judicial, é detentora da metade das ações da Braskem, ao lado da Petrobrás, e sua fatia na empresa está sendo fortemente disputada por credores. Paralelamente, existe risco de possíveis multas provenientes de fenômeno geológico ocorrido em bairros próximos à área de extração de sal-gema, matéria-prima utilizada na fabricação de soda cáustica e PVC, em Maceió.

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