Brookfield compra 2º prédio corporativo apostando no fim do home office

Brookfield compra 2º prédio corporativo apostando no fim do home office

Circe Bonatelli

12 de outubro de 2021 | 05h46

Empresa adquiriu 70% de imóvel que será erguido a 500 metros da Avenida Paulista  Foto Tiago Queiroz/Estadão

A canadense Brookfield reforçou a sua aposta no setor de edifícios corporativos, apesar das incertezas atuais sobre a duração do home office e o futuro do trabalho pós-pandemia. A multinacional acertou com a construtora REM, do empresário Renato Mauro, a aquisição de uma fatia de 70% de um edifício corporativo que será erguido no eixo da Rua da Consolação com a Alameda Jaú, a menos de 500 metros da Avenida Paulista, na capital. O empreendimento é um triplo A de 25 mil m2 de área bruta locável (ABL) e ficará pronto em 2025. O valor da transação não foi revelado.

Este é o segundo projeto adquirido pela Brookfield desde o começo da pandemia, um sinal de confiança no setor. No ano passado, o grupo comprou da construtora Gamaro o complexo de escritórios e centro de conveniência chamado O Parque, um triplo A com 22 mil m2 na vizinhança do Shopping Morumbi. A obra será concluída em 2022.

Com essas aquisições, a Brookfield acumula no portfólio quatro projetos em desenvolvimento, totalizando 120 mil m2. Isso representa R$ 2 bilhões de ativos sob gestão projetado – ou seja, o quanto esses ativos vão valer depois de prontos.

A canadense também está erguendo um prédio de escritórios na Rua da Consolação em parceria com a construtora Fibra Experts, com entrega no ano que vem. Outro investimento é um edifício na Vila Leopoldina feito sob encomenda, para sediar a WPP Group, multinacional do ramo de publicidade. Já os prédios da Brookfield em operação somam 290 mi m2 de ABL – um dos maiores portfólios do País.

Reciclagem de ativos

“Vamos continuar investindo em escritórios. Nós apostamos nesse segmento”, conta o líder de mercado imobiliário da Brookfield Asset Management, Roberto Perroni. Embora a quantidade de imóveis vagos em São Paulo tenha crescido de 10% para 20% em tempos de home office, a taxa de vacância na companhia recuou para 4%. Durante a pandemia, a companhia deu descontos pontuais para novos inquilinos e negociou os reajustes dos aluguéis caso a caso.

A compra dos novos projetos também faz parte da estratégia de reciclagem de ativos da Brookfield, que recentemente vendeu sua participação no WT Morumbi e na torre B do EZ Towers, cada uma por cerca de R$ 1 bilhão.

A expectativa é que os trabalhadores comecem a voltar para os escritórios na virada do ano, após a segunda dose da vacinação. Perrone também aposta na recuperação dos valores de locação à medida em que a economia brasileira acumule dois a três anos consecutivos de crescimento, mesmo que moderado. Segundo ele, os aluguéis avançaram pouco em termos nominais, o que representa uma desvalorização frente ao avanço da inflação.

 

Esta nota foi publicada no Broadcast+ no dia 11/10/2021 às 11h53.

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