BTG Pactual prepara reestreia em crédito podre de pessoas física em 2020

BTG Pactual prepara reestreia em crédito podre de pessoas física em 2020

Coluna do Broadcast

27 de outubro de 2019 | 09h58

Perto de completar quatro anos da venda ao Itaú Unibanco da sua plataforma de compra e recuperação de créditos vencidos de pessoas físicas, o BTG Pactual estrutura sua volta a esse mercado. Sem a Recovery, o banco se debruçou nesse período sobre um novo projeto para aquisição de ativos e empréstimos problemáticos de empresas, encabeçado pelo sócio Alexandre Câmara. Se aliou aos sócios da Leste Real Estate, especializados na gestão de imóveis estressados, e assumiu o controle da Enforce, focada em créditos corporativos. Agora, o executivo, que também capitaneou a recuperação do banco Pan (ex-Panamericano), prepara a volta do BTG para a gestão dos chamados créditos podres com foco nas pessoas físicas. O retorno, atrasado pela dificuldade econômica do País, ocorre em meio à perspectiva de geração de inadimplência não só nos bancos, mas nas plataformas e fintechs de crédito que vêm se proliferando nos últimos anos.

É o ciclo. Embora a inadimplência tenha uma conotação ruim no mercado brasileiro, na prática, faz parte do ciclo do crédito. Nos países onde o mercado de financiamentos é mais pulverizado, as companhias que compram ativos problemáticos são parte do sistema bancário, já que o saneamento do balanço dos bancos tem, no final das contas, impacto positivo no custo dos empréstimos.

Novinho. Esse movimento está acontecendo no Brasil desde a crise de 2015, o que obrigou os bancos a se organizarem para recuperar e vender “créditos podres”. De acordo com estudos de mercado, o estoque de ativos e créditos com problemas no País está em torno de R$ 600 bilhões.

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