C6 e Santander avançam em crédito que utiliza imóvel como garantia

C6 e Santander avançam em crédito que utiliza imóvel como garantia

Matheus Piovesana

26 de junho de 2022 | 05h40

Modalidade de empréstimos com garantia de imóvel cresce no País  Foto: Nilton Fukuda/Estadão

Os bancos estão ampliando a aposta no crédito com garantia de imóvel, o chamado home equity. O C6 está entrando no segmento neste mês, com um produto destinado a clientes pessoas físicas. Em paralelo, o Santander, que é líder na modalidade para pessoa física entre os bancos privados, começou a ofertar a modalidade para empresas, com taxa pré-fixada. Os dois produtos permitem o financiamento de até 60% do valor dos imóveis.

Em abril, a carteira de empréstimos com garantia de imóvel no País era de R$ 14,2 bilhões, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). É um volume 20% superior ao do ano passado, mas menor que o de outras modalidades com garantias, como o próprio imobiliário. Os bancos, porém, enxergam potencial no produto, que graças à garantia, tem o apelo de taxas menores e prazos mais elevados.

C6 vai liberar a linha para 200 mil clientes

O crédito do C6, em um primeiro momento, tem foco somente no público pessoa física, e taxas pré ou pós-fixadas. No primeiro caso, os juros começam em 1,5% ao mês, e no segundo, partem de 0,9% mais IPCA. De início, o banco vai liberar a linha para 200 mil clientes, e no segundo semestre, a uma base mais ampla. O prazo é de até 240 meses.

O Santander, por sua vez, começou a conceder empréstimos com garantia em imóvel para empresas há três meses, tem até 120 meses de prazo e oferece taxa fixa, a partir de 1,5% ao mês. Segundo o diretor de negócios imobiliários do banco, Sandro Gamba, a taxa fixa é um atrativo em um momento de alta dos juros.

No Santander, PMEs devem ser as maiores tomadoras

O banco não revela quanto já concedeu, mas afirma que a conversão tem sido alta. Gamba afirma que as pequenas e médias empresas devem se consolidar como as maiores tomadoras, e que até aqui, os tomadores têm usado os recursos para reorganizar o caixa e as dívidas, após dois anos de pandemia.

Há um alinhamento entre as ofertas e a estratégia dos dois bancos. O C6 tem agregado produtos, de seguros a novas linhas de crédito, para aumentar a geração de receitas da base de clientes. O Santander, por sua vez, tem nas pequenas e médias empresas um de seus pilares no Brasil, e aposta neste público para tornar o home equity mais conhecido.

Esta nota foi publicada no Broadcast no dia 24/06/22, às 14h57

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