C6 lança marketplace e se junta a time de bancos digitais nesse mercado

C6 lança marketplace e se junta a time de bancos digitais nesse mercado

Circe Bonatelli e André Italo Rocha

06 de outubro de 2020 | 05h21

A corrida dos bancos digitais para se integrarem ao varejo e diversificar as fontes de receita está esquentando. O C6 acaba de abrir o marketplace (plataforma de vendas online com produtos de terceiros) dentro do aplicativo. As transações via cartão de crédito ou débito permitirão alcançar mais consumidores. Desde o lançamento da plataforma, em novembro de 2019, essa transação acontecia exclusivamente via troca de pontos do programa de fidelidade da instituição financeira pelos clientes.

Fica mais um pouco. A estratégia do C6 pretende fazer dinheiro com a “recorrência”, isto é, aproveitar as várias visitas dos usuários ao aplicativo para oferecer mais produtos e serviços. O cliente de banco entra, em média, 21 dias por mês no app para consultar saldo, fazer pagamentos e transferências. Segundo Maxnaun Gutierrez, head de Produtos e Pessoa Física do C6S, a ideia é usar essa recorrência na ‘loja’ (o aplicativo) para oferecer mais produtos.

Prateleira. O marketplace do banco digital tem 40 mil itens cadastrados nos segmentos de vestuário, eletrônicos, pet shop, livros e games, por meio de parcerias como com o Magalu. Nos próximos meses, quer integrar também supermercados e farmácias.

Tendência. O fenômeno tem sido comum entre os bancos digitais, assim como nos aplicativos de pedido de comida e contas de celular, entre outros. O Banco Inter, que no mês passado recebeu aporte de R$ 1,2 bilhão, quer usar metade dos recursos para aquisições e vê o segmento de marketplace como uma das prioridades. Fintechs como o Guiabolso, que surgiu como um aplicativo de organização de finanças pessoais, também já tem o seu shopping virtual, especializado em produtos financeiros: empréstimo pessoal, cartão de crédito, investimentos e seguros.

Não é todo mundo. Tem gente grande, contudo, que não pensa em entrar nesse mercado. Maior fintech do Brasil, o Nubank não tem planos de ter um marketplace. A plataforma entende que ainda não consegue fazer tudo, segundo Cristina Junqueira, cofundadora da instituição. “Se acharmos alguém que faz bem feito e os clientes gostam, podemos fazer uma parceria e oferecer um produto novo no aplicativo, em vez de desenvolver algo que nos tomaria três ou quatro anos”, afirma.

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