C & A inicia conversas com investidores para emplacar IPO

C & A inicia conversas com investidores para emplacar IPO

Coluna do Broadcast

17 de setembro de 2019 | 04h00

A varejista C&A começou nesta semana as conversas com investidores rumo à sua abertura de capital na B3, nas primeiras reuniões no chamado “investor education”, no jargão de mercado. Isso ocorre depois de o prospecto da oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) se tornar público, na semana passada. O valor da companhia que será tentado na operação será definido após essa peregrinação com investidores, mas a ideia é de que a avaliação da C&A tenha um desconto em relação à Renner, empresa já listada e que foi colocada como referência para a filial brasileira da varejista europeia. Por ser uma empresa muito conhecida do público em geral – são 220 lojas físicas em território brasileiro – , a expectativa é de que exista alta demanda de investidores pessoa física. Na atual versão do prospecto preliminar disponibilizado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a fatia ao varejo está sendo estimada para ficar entre 10% e 20%. São coordenadores da oferta o Morgan Stanley, Bradesco BBI, BTG Pactual, Citi, Santander e XP Investimentos. Procurada, a C&A não comentou.

Varejo pro varejo. Na oferta da rede de joalheria Vivara será adotada estrutura semelhante àquela utilizada na operação subsequente (follow on) da Petrobrás, em junho, para atrair investidores do varejo. Nesse modelo, a demanda desse público será distribuída em diferentes “gavetas”. Haverá um contrato de impedimento de venda das ações adquiridas (o chamado lock-up) de 365 dias, 180 dias, 90 dias e, por fim, 45 dias, de acordo com o prospecto preliminar. No caso da Petrobrás, os investidores pessoas físicas abocanharam 24% da oferta, muito mais do que é visto normalmente no mercado brasileiro.

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