Caffarelli presidirá a Cielo a partir de novembro

Caffarelli presidirá a Cielo a partir de novembro

Coluna do Broadcast

26 de outubro de 2018 | 04h00

O presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, vai deixar o comando do banco público antes do término do seu mandato para assumir a presidência da Cielo. O anúncio, previsto para ocorrer após o segundo turno, foi antecipado para hoje devido ao vazamento das informações. Sua chegada na adquirente, que é controlada pelo próprio BB juntamente com o Bradesco, está prevista para o início de novembro. O vice-presidente de negócios de varejo do BB, Marcelo Labuto, substituirá Caffarelli no comando do banco público até o próximo governo. Funcionário de carreira da instituição e quem comandou a abertura de capital da BB Seguridade, braço de seguros do banco, ele já era o principal nome cotado para assumir a vaga. Isso porque é executivo de confiança de Caffarelli e o “mandato tampão” serviria para fazer uma ponte com o novo governo. Procurados, BB e Cielo não comentaram.

Desafio. A presidência da Cielo está vaga desde o fim de julho, quando Eduardo Gouveia saiu. O desafio de Caffarelli não será fácil. O executivo desembarca na Cielo em meio ao acirramento da concorrência no mercado de meios de pagamentos, o que tem pressionado os resultados da líder e ainda seus papéis na bolsa.

Hashtag.Em meio à notícia sobre a saída de Caffarelli, funcionários do Banco do Brasil fizeram, na manhã de ontem, uma campanha espontânea para a permanência do executivo no comando do banco público. Com a hashtag #FicaCaffa, comentários em matérias aleatórias foram postados na rede de comunicação interna da instituição e também nas redes sociais.

Nada de políticos. Os funcionários do BB também defendem a mudança da tradição de indicação política para as empresas públicas, no intuito de não “quebrar” as evoluções em curso na instituição. Caffarelli foi indicado pelo governo de Michel Temer. Nos bastidores, ele é bem avaliado pela equipe econômica do candidato Jair Bolsonaro (PSL), mas o executivo preferiu partir para outro desafio.

Agradou. A campanha pela permanência de Caffarelli por parte dos funcionários do BB ocorre em meio às mudanças que o executivo promoveu, mesmo tendo ficado apenas dois anos no comando do banco público. Além de recuperar os resultados da instituição, afetados pela redução dos juros e pela crise no País, sua gestão teve como marca uma forte campanha interna pela equidade de gênero e raça.

#Elassim
Três diretoras foram nomeadas desde que Caffarelli assumiu a presidência do banco, em 2016. Lucineia Possar assumiu o jurídico, Carla Nesi, a diretoria de clientes pessoas físicas, e, mais recentemente, Paula Mazanek passou a comandar negócios digitais no banco. Para o seu lugar, na gerência geral de captação e investimentos, foi nomeada Luciane Effting, também com status de diretora. Com isso, a participação do público feminino em cargos de chefia no BB subiu de 12% para 16%. A meta de Caffarelli era chegar aos 22% “o mais rápido possível”, considerando o tamanho do BB.

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