Caixa corre para concluir negociações em seguros antes do Natal

Caixa corre para concluir negociações em seguros antes do Natal

Aline Bronzati

19 de dezembro de 2019 | 04h19

Foto: Aline Bronzati

A Caixa Econômica Federal está acelerando o passo para concluir as negociações das parcerias em seguros antes do Natal. O plano do banco público era anunciar novos sócios em dezembro antes de partir para o segundo movimento, que é a abertura de capital da Caixa Seguridade, prevista para o início de 2020. O prazo para envio das propostas vinculantes terminou no dia 11 de novembro e, de lá para cá, executivos da companhia estão debruçados no assunto. As negociações na área de seguro habitacional, atrelado ao crédito imobiliário, porém, teriam postergado as conversas para além do período esperado, impedindo um avanço nos demais ramos oferecidos ao mercado. Faz sentido. O seguro habitacional é considerado a joia da coroa, já que a Caixa é líder em crédito imobiliário, respondendo por quase 70% deste mercado.

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Fogo. O debate em torno do sócio no seguro habitacional esquentou, principalmente em relação ao valor do negócio, que pode não ter sido o esperado pela Caixa. Há quem diga que a francesa CNP Assurances, atual ‘dona’ do balcão de seguros do banco público, não conseguiu levar a cereja do bolo. A companhia estaria na disputa com nomes como o do ressegurador IRB Brasil Re, que se associou a um concorrente internacional para a venda, e ainda a seguradora japonesa Tokio Marine.

O que está em jogo. A Caixa ofereceu oito linhas de negócios ao mercado, além das três que já havia acertado com a sócia CNP. A francesa topou pagar R$ 7 bilhões por um novo contrato de 25 anos nas áreas de seguro de vida, previdência e prestamista, atrelado a linhas de crédito. Em paralelo, procura novos parceiros para os segmentos de assistência 24 horas, automóvel, capitalização, consórcio, saúde, odontologia, grandes riscos e, por fim, habitacional e residencial.

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Take your time. A conclusão dos negócios é fundamental para que a Caixa consiga abrir capital da sua seguradora na Bolsa, a primeira na história do banco público. A orientação do presidente do banco, Pedro Guimarães, é a de que é melhor atrasar a oferta inicial de ações em troca de boas negociações. Até mesmo porque as parcerias são cruciais para determinar o valor que a Caixa Seguridade chegará na bolsa. Procurada, a Caixa e sua seguradora não comentaram.

Notícia publicada no Broadcast dia 18/12/2019, às 14:27:16

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