Caixa escolhe bancos para ofertas de BB e Alupar

Caixa escolhe bancos para ofertas de BB e Alupar

Coluna do Broadcast

30 de abril de 2019 | 04h00

A Caixa Econômica Federal deu o ponta pé na seleção de bancos para emplacar as ofertas de ações do Banco do Brasil e da Alupar, detidas atualmente pelo Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS). Juntas, as operações podem movimentar mais de R$ 4 bilhões na bolsa brasileira. Bancos de investimento já receberam, a partir de ontem, dia 29, os chamados RFPs (request for proposals, em inglês) para apresentarem as propostas para disputarem um lugar nos sindicatos que vão tocar as ofertas envolvendo as duas companhias. A intenção do banco público, conforme fontes próximas ao processo, é contratar os assessores financeiros até o final da semana para, quem sabe, concluir as operações no mês de maio.

Inverteu. As ofertas de BB e Alupar devem ocorrer antes do follow on da Petrobras, que já tem bancos mandatados. Esperada para maio, a operação pode ficar para junho, dando tempo para que os papéis se recuperem após a polêmica do diesel. Além disso, pesa o fato de a venda das ações da Petrobras ser mais complexa, com o dobro do valor da soma das ofertas de BB e Alupar.

Quanto vale? O FI-FGTS detém 2,5% de ações do Banco do Brasil que podem render R$ 3,4 bilhões, considerando a cotação das ações ontem – isso se a fala do presidente Jair Bolsonaro quanto aos juros do crédito rural não atrapalhar essa oferta também. Da Alupar, o fundo detém 14,05%, que representam cerca de R$ 800 milhões, levando em conta a cotação atual dos papéis da empresa. O FI-FGTS pretende vender todos os papéis que detém nas duas companhias.

Missão dada. Com essas operações, a Caixa avança na missão dada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, de reduzir o tamanho do Estado. No início do ano, o banco já se desfez dos papéis do IRB Brasil Re, movimentando R$ 2,5 bilhões. A meta de Pedro Guimarães, presidente da Caixa, é arrecadar ao menos R$ 15 bilhões no semestre. Procurada, a Caixa, que gere o FI-FGTS, não comentou. BB e Alupar também não se manifestaram.

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