Caixa fecha com Visa e sela primeira parceria para IPO de cartões

Caixa fecha com Visa e sela primeira parceria para IPO de cartões

Aline Bronzati

21 de fevereiro de 2020 | 05h15

FOTO DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO

A Caixa Econômica Federal acertou a primeira parceria de seu braço de cartões. A escolhida é a norte-americana Visa. Assim como faz em seguros, a Caixa está estruturando uma holding de negócios de meios de pagamentos para depois levá-lo para a Bolsa. A Visa será a segunda bandeira de cartões do banco público. Com a parceria, terá acesso a cerca de 30% da sua base. Isso porque os outros 70% têm de ser emitidos com a marca Elo, da qual é sócio com o Bradesco e o Banco do Brasil. Ao fim de dezembro, a Caixa somava uma base de 109,3 milhões de cartões, que representaram volume financeiro de quase R$ 211 bilhões no ano passado.

Débito ou crédito. Nos bastidores, o que se comenta é que a Visa pagou caro pela parceria. O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, disse ontem que o negócio ?renderá um valor importante? para o banco. A expectativa é de que a cifra chegue na casa do bilhão. Em seguros, a instituição já garantiu R$ 9,5 bilhões com as parcerias seladas, que devem ajudar a bombar os resultados não-recorrentes dos próximos anos.

Pedágio. Para a Visa, o investimento faz sentido. A gigante perdeu o posto de líder do mercado brasileiro para a rival Mastercard nos últimos anos. O enlace com a Caixa é um fio de esperança na tentativa de retomar a liderança no Brasil, o segundo maior mercado para a bandeira no mundo, atrás somente dos Estados Unidos.

Tijolinhos. A Caixa criou a subsidiária de cartões no mês passado. Para capitanear o negócio, Guimarães promoveu o até então vice-presidente de varejo do banco, Júlio Cesar Volpp Sierra. A ideia é que a Caixa Cartões contemple, além da atividade de emissão e gestão de meios de pagamentos, um parceiro de maquininhas e ainda um do ramo de fidelidade.

Com a palavra. Procurada, a Caixa não comentou, no entanto, antecipou a divulgação do fato relevante, mesmo sem a assinatura do contrato. A Visa também preferiu não se manifestar.

 

Notícia publicada no Broadcast no dia 20/02/2020, às 16:33:10

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