Caixa pretende abrir capital da holding de seguros no início de outubro

Caixa pretende abrir capital da holding de seguros no início de outubro

Fernanda Guimarães

18 de julho de 2020 | 20h51

ADFA065 BSB – 09/01/2018 – BANCO CENTRAL / CEF / FACHADAS (PARA ARQUIVO) – POLÍTICA – Fachada edificios sede: CAIXA ECONOMICA FEDERAL e BANCO CENTRAL no setor bancário sul, em Brasilia.
FOTO: ANDRE DUSEK/ESTADAO

A estreia da bilionária oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da Caixa Seguridade na B3 deverá ocorrer no início de outubro. É esse o plano inicial da cúpula da Caixa Econômica Federal, sob o comando de Pedro Guimarães, que anunciou a retomada do processo da abertura de capital de sua holding de seguros, em um momento forte do mercado de ações no Brasil diante da alta liquidez internacional e de juros reais na casa do zero. Para seguir com o planejado, a holding de seguros está debruçada no fechamento do balanço do segundo trimestre, que permitirá a atualização da documentação arquivada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em fevereiro. O processo de IPO foi interrompido após a pandemia.

De todos. Nos bastidores, a percepção é que, mesmo sendo uma oferta na casa de R$ 15 bilhões, já há demanda entre os investidores. A oferta vai mirar as pessoas físicas: espera-se que 35% das ações fiquem com o varejo. O prospecto arquivado no início do ano previa até 40% do volume. A leitura é que a marca forte – que ganhou visibilidade na pandemia, por conta do auxílio emergencial – ajuda. Além disso, a empresa também se mostrará boa pagadora de dividendos. Calcula-se que o retorno do dividendo (dividend yield) é de 7% – muito além da Selic, o que deve garantir a atração da pessoa física. Outro aposta da Caixa é o fato de sua holding de seguros ter sócios privados, o que reforça a questão de governança.

Tem mais. Além da Caixa Seguridade, o banco público ainda levará a mercado a Caixa Cartões. A instituição também está estruturando seus negócios na área de gestão de recursos e loterias, também no rol de ativos que serão vendidos. Ano passado, a Caixa já tinha iniciado o processo de desinvestimento. Vendeu em uma oferta de ações, por exemplo, as ações que tinha do IRB Brasil Re muito antes de qualquer polêmica que detonou a credibilidade do ressegurador. Nessa operação levantou R$ 2,5 bilhões, com a ação precificada na ocasião em R$ 91,93 – hoje está em R$ 9,02. Já com a venda das ações da Petrobras, também em um follow on, colocou no caixa R$ 7,3 bilhões, com o papel (ON) em R$ 30,25 – hoje está em R$ 23,70. Procurada, a Caixa não comentou.

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