Caixa quer ações da Braskem para não executar Odebrecht

Caixa quer ações da Braskem para não executar Odebrecht

Coluna do Broadcast

05 de junho de 2019 | 04h00

A Caixa Econômica Federal quer as ações da petroquímica Braskem para não executar a dívida da Odebrecht S.A.. É a única coisa que interessa ao banco público e que o faria desistir de executar dívidas da holding após a Atvos, braço sucroenergético, ter pedido recuperação judicial. Assim como a Caixa, o Banco Votorantim também não tem ações da Braskem como garantia e teria a mesma visão sobre o tema. Falta combinar com os demais credores.

Valeu. Praticamente todas as ações da Braskem nas mãos da Odebrecht já estão atreladas a empréstimos. Desta vez, diferente do ano passado, a perspectiva é de queda dos papéis. Na época, a valorização das ações da Braskem permitiu à Odebrecht obter dinheiro novo.

Menos. Com a queda das ações da Braskem após melarem as conversas com a holandesa LyondellBasell, o valor equivalente à participação da Odebrecht na petroquímica se reduziu em R$ 1,557 bilhão ontem. Passou para cerca de R$ 10,5 bilhões. Somente desde fevereiro, quando as ações da petroquímica atingiram a maior cotação de 2019, a cifra baixou R$ 6,7 bilhões.

Déjà vu. O pleito da Caixa remonta ao do Banco do Brasil na tentativa da Odebrecht de obter dinheiro novo no mercado. Na ocasião, o BB também travou uma disputa por garantias apesar de não concordar em dar dinheiro novo à holding como Bradesco e Itaú Unibanco. A justificativa era a mesma da Caixa: não pagar uma conta que não lhe pertence. Procurados, Caixa, Votorantim e Odebrecht não comentaram.

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