Caixa reúne assessores e pode abrir leilão do braço de seguros

Caixa reúne assessores e pode abrir leilão do braço de seguros

Economia & Negócios

02 Setembro 2018 | 04h00

Concluída a revisão do acordo com a sócia francesa CNP Assurances, a Caixa Econômica Federal dá os próximos passos para leiloar o seu balcão de seguros. Executivos da sua seguradora, a Caixa Seguros, devem se reunir com os assessores financeiros do negócio, Banco do Brasil e Credit Suisse, nos próximos dias, para definir a fase seguinte do processo competitivo dos demais ramos. A companhia cogita, inclusive, receber novas propostas pelas duas outras sociedades que ofertou no mercado. Em jogo, estão uma parceria com foco em seguro habitacional e consórcio; e outra de automóvel, rural, residencial e patrimonial. O martelo ainda não está batido. Isso porque a Caixa já tem ofertas não-vinculantes na mesa. No processo iniciado, a instituição conseguiu atrair cerca de 20 interessados nas parcerias. A expectativa é de que a conclusão da segunda fase do processo seja concluída somente após as eleições no País.

Calendário. Só após acertar as outras duas parcerias é que o processo de abertura de capital da Caixa Seguridade, a holding que concentrará todas as sociedades nos moldes da BB Seguridade, será iniciado. Há uma expectativa de retomar a oferta (IPO, na sigla em inglês) em dezembro, mirando a janela de abril de 2019.

Apetite. Mesmo após ter concordado em desembolsar R$ 4,65 bilhões pelo novo acordo com a Caixa nos ramos de seguros de vida, prestamista e previdência privada, a CNP quer mais. Também está na disputa pelas outras sociedades, uma vez que não deseja perder o que já possui. Não é para menos. O Brasil é o segundo principal mercado para a francesa no mundo.

Capitalização. Em paralelo, a Caixa negocia um novo contrato com os atuais sócios no ramo de capitalização, as seguradoras SulAmérica e Icatu. Caso não chegue num acordo, pode abrir para o mercado. Procurada, a Caixa não comentou. Os assessores da reestruturação do balcão de seguros, BB e Credit, também não se manifestaram.

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