Caixa Seguridade troca presidente e pode atrasar ainda mais reestruturação

Caixa Seguridade troca presidente e pode atrasar ainda mais reestruturação

Economia & Negócios

25 Maio 2018 | 04h00

A Caixa Seguridade, holding que concentra os negócios de seguros da Caixa Econômica Federal, fez uma troca de presidente, desta vez, às avessas. Com o término do mandato de Raphael Rezende Neto, elegeu José Raimundo Santos Lima, acusado de formação de quadrilha e corrupção passiva na CPI do Cachoeira, que terminou numa verdadeira pizza em 2012. A troca é totalmente oposta à feita há dois anos. Na época, Rezende Neto foi eleito às pressas para substituir Josemir Mangueira Assis, envolvido na Operação Custo Brasil, sob a justificativa de que estava se aposentando.

Pegou mal. Apesar do término do mandado de Rezende Neto, que ainda poderia ser estendido por mais dois anos, a eleição de “Raimundim”, como era conhecido na época da CPI do Cachoeira, que investigava a relação do bicheiro Carlos Augusto Ramos com parlamentares e agentes públicos, não foi bem recebida no mercado. Empregado de carreira da Caixa, Lima ingressou no banco em 1989 e seu mandato vai até 15 de maio de 2020.

Nem em 2020
A interpretação de interlocutores que acompanham o processo de reestruturação do braço de seguros da Caixa é de que a troca na presidência da holding atrasará mais o processo, que tem sofrido várias postergações. Além disso, joga ainda mais para frente uma eventual abertura de capital da Caixa Seguridade. Procurada, a Caixa Seguros não comentou.

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