Caixa vai buscar aprovação do conselho para levar gestora de investimentos à Bolsa em 2022

Caixa vai buscar aprovação do conselho para levar gestora de investimentos à Bolsa em 2022

Marcelo Mota

30 de setembro de 2021 | 05h40

Proposta de oferta de ações da “asset” será submetida ao conselho de administração  Foto Daniel Teixeira/Estadão

Cumpridas todas as formalidades e criada a Caixa DTVM, a administração do banco público corre agora para migrar, em até 10 dias, os fundos que têm liquidez para a nova subsidiária e prepará-la para ser levada à Bolsa no início do ano que vem. A proposta a ser submetida ao conselho de administração buscará os moldes da bem-sucedida oferta de ações da Caixa Seguridade, que se beneficiou da participação intensiva dos investidores de varejo, incluindo funcionários.

A parcela a ser levada ao mercado deve ficar entre 15% e 18% do capital. A tática visa deixar o mercado com gosto de “quero mais” e, ao mesmo tempo, colocar na Bolsa capital bastante para propiciar liquidez no papel.

Com os minoritários em seu encalço, a Caixa espera desenvolver mais rapidamente sua “asset“, que dará a largada apenas com produtos básicos. Também conta com o patrulhamento para assegurar a governança no futuro e, com uma operação equilibrada, imagina ser possível entregar mais resultado para a União, que será dona de 85% do capital, do que quando o negócio de gestão gerava sendo totalmente estatal.

Para fazer sua gestão de recursos de terceiros crescer mais rápido, a Caixa tem jogado com seu peso. Uma das poucas a expandir sua rede física, a instituição condiciona a abertura de uma agência em um município desassistido à cessão da exclusividade do fluxo de pagamentos do funcionalismo e também da gestão do caixa dessas prefeituras. Procurada, a Caixa não se pronunciou.

 

Esta nota foi publicada no Broadcast+ no dia 29/09/2021 às 13h14.

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