Carta da Squadra sobre IRB Brasil incomoda PGFN

Carta da Squadra sobre IRB Brasil incomoda PGFN

Aline Bronzati

05 de fevereiro de 2020 | 05h03

O impacto da carta da gestora carioca Squadra, questionando a recorrência dos resultados do ressegurador IRB Brasil Re, foi além das ações da companhia e chegou na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). A ligação é simples. O atual procurador-geral da Fazenda Nacional, José Levi Mello do Amaral Júnior, indicado pelo Governo Bolsonaro, era o presidente do conselho de administração do IRB Brasil Re e assinou os demonstrativos financeiros do ressegurador de junho do ano passado, exatamente o período mais questionado pela Squadra.

Vara curta. Na PGFN, a sensação foi de que a carta da Squadra denegriu a alta cúpula do órgão. Providências já foram tomadas. A preocupação é que a gestora tenha feito uma tentativa de manipulação de mercado.

Recorrente. Não é a primeira vez que a carioca Squadra fala o que quer sobre empresas de capital aberto com posição vendida, do inglês short, ou seja, que aposta na queda dos papéis. Especificamente sobre o IRB, já foi a segunda vez. Antes, em 2011, a gestora publicou uma carta questionando práticas contábeis de uma empresa sem citar o nome. O alvo, na época, era a Anhanguera Educacional, comprada pela Kroton e rebatizada de Cogna. Procurada, a PGFN não comentou. O IRB e Squadra também não se manifestaram.

Notícia publicada no Broadcast no dia 04/02/2020, às 14:10:29

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