Casos de intoxicação elevam procura por seguro de produto contaminado

Casos de intoxicação elevam procura por seguro de produto contaminado

Aline Bronzati

19 de janeiro de 2020 | 05h00

Foto: Reuters/Washington Alves

Recorrentes casos de intoxicação por alimentos e bebidas como o que envolveu a cerveja Belorizontina, da Backer, têm impulsionado a procura por seguro para cobertura de prejuízos com produtos contaminados. A seguradora norte-americana AIG, especializada no segmento, viu seu faturamento mais que dobrar no ano passado frente a 2018 somente neste nicho. A modalidade, mais comum no exterior, é oferecida, principalmente, por multinacionais no Brasil. A japonesa Tokio Marine e a norte-americana Liberty também disputam o nicho com a AIG.

Além. A procura pelo seguro tem vindo de indústrias de diferentes regiões do Brasil que estão mais cientes dos riscos e dos custos em torno de casos de intoxicação que vão muito além do recolhimento do produto. No caso da cervejaria Backer, já foram registradas quatro mortes sob suspeita de intoxicação por dietilenoglicol, uma substância identificada em bebidas da marca. E há outros 18 casos suspeitos.

Não resolve, mas atenua. Embora não solucione casos mais drásticos, o seguro para prejuízos com produtos contaminados ajuda as empresas na cobertura de gastos com a contaminação nas diferentes partes do processo produtivo, da matéria-prima à distribuição, além da logística reversa e gastos para apoio na gestão de imagem da empresa afetada. Também oferece indenização para interrupção dos negócios causada diretamente pelo incidente, chamado de lucros cessantes no jargão do mercado.