CBA e Intercement testam apetite de investidor por ações este mês

CBA e Intercement testam apetite de investidor por ações este mês

Altamiro Silva Junior e Cristiane Barbieri

03 de julho de 2021 | 10h30

Fábrica da Intercement em Ijaci (MG)   Foto: Intercement

Em um mês que promete ser bastante forte em ofertas de ações, duas operações prometem testar o real apetite dos investidores: as estreias da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), que pertence ao Grupo Votorantim e da Intercement, segunda maior produtora de cimentos do país. A CSN Cimentos, do empresário Benjamin Steinbruch, também está ligada a uma área mais tradicional da economia, mas tem uma perspectiva diferente de crescimento e de uso dos recursos. Juntas, as três podem movimentar quase R$ 8 bilhões.

A CBA e a Intercement são empresas bem administradas e com bons indicadores, mas sem “história de crescimento para os investidores”. Em alumínio, o Brasil perdeu há tempos a competitividade internacional, por conta dos altos custos de energia elétrica. No caso de cimento, há uma sobrecapacidade no Brasil, ou seja, a capacidade ociosa está elevada, mesmo com alguns setores em recuperação forte.

Ofertas secundárias

Outro ponto de atenção nessas operações é que são ofertas secundárias, ou seja, de ações em poder de sócios. Assim, os recursos não vão para o caixa das companhias. A Intercement é uma oferta totalmente secundária, enquanto a CBA tem metade da operação de emissão de novas ações.

O mercado olha com interesse o comportamento desses papéis. Se as ofertas forem bem-sucedidas, será um sinal de que o mercado brasileiro está muito bom. A Intercement faz a precificação de sua oferta no dia 13,  em operação que pode movimentar R$ 3,4 bilhões. Um dia depois é a vez da CBA, que pode girar R$ 2 bilhões, se for levada em conta a ação no preço médio da faixa indicativa.

A CSN Cimentos, por sua vez, fará uma oferta primária, com os recursos indo ao caixa da empresa. Tem apresentado aos investidores uma história de crescimento, com a intenção de montar um modelo comercial diferente do setor, com a eliminação de intermediários na distribuição. Além disso, fechou esta semana a compra  da Elizabeth Cimentos por R$ 1,08 bilhão. A expectativa é que a oferta movimente em torno de R$ 2,5 bilhões.

CBA, Intercement e CSN estão em período de silêncio em função das ofertas.

 

Esta nota foi publicada no Broadcast+ no dia 02/07/2021 às 14h38

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