Cemig GT vai captar R$ 3 bi em debêntures

Coluna do Broadcast

04 de setembro de 2019 | 04h00

A Cemig Geração e Transmissão (GT) prepara-se para captar até R$ 3 bilhões no mercado de dívida local para melhorar o custo de seu passivo, o que pode envolver a recompra de parte ou do total de US$ 1 bilhão em bônus emitidos em 2017, com vencimento em 2024. Os bancos que vão coordenar a operação ainda estão sendo contratados. A companhia tem R$ 5,7 bilhões em vencimentos previstos daqui a cinco anos. Os bônus foram emitidos no exterior a um custo bastante elevado, de 9,50%, quando a Cemig enfrentava condições financeiras adversas e ainda ruídos administrativos. Atualmente, esses papéis são negociados no mercado secundário no exterior com uma taxa pouco acima de 5% e pagam juro anual de 9,250% aos investidores.

Só assets. Serão emitidas debêntures no montante de R$ 2 bilhões, com possibilidade de chegar a R$ 3 bilhões caso sejam exercidos os lotes adicionais. A empresa quer captar nos prazos de três, quatro e cinco anos e meio, para os quais as grandes gestoras de fundos (assets) demonstram mais apetite. Ao mesmo tempo, todas as debêntures serão remuneradas a partir do CDI, o que significa que não haverá nenhum vencimento em debêntures de infraestrutura, remuneradas a partir das NTN-Bs.

Mais caro. Mesmo com as gestoras buscando ativamente papéis de crédito privado para diversificação de suas carteiras com o objetivo de garantir retorno aos fundos, a expectativa é de que a companhia capte a um custo superior ao da emissão feita em julho pela Cemig Distribuição, que levantou R$ 3,66 bilhões. Isso porque de lá para cá, com os novos cortes da taxa Selic, os investidores começaram a pedir mais prêmio, de modo geral, nas ofertas de debêntures, para compensar o menor retorno do CDI. Procurada, a Cemig não comentou.

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