Cielo e Stelo preparam ofensiva a MEIs com conta de pagamento

Cielo e Stelo preparam ofensiva a MEIs com conta de pagamento

Economia & Negócios

24 de julho de 2018 | 04h00

A Cielo, por meio da sua controlada Stelo, prepara o lançamento, possivelmente em agosto, de uma conta de pagamento para laçar de vez pequenos empreendedores que usam as maquininhas da marca. O passo é fundamental para fazer uma ofensiva junto aos microempreendedores individuais (MEIs), público-alvo da concorrente PagSeguro, do Uol. Isso porque, em geral, eles não têm conta corrente e necessitam de uma alternativa para receber o pagamento das transações de cartões que capturam.

Em casa. A Cielo trouxe a Stelo para dentro de casa justamente para desenvolver uma segunda marca de adquirência, com foco na venda de terminais (POS, na sigla em inglês). A líder do setor de maquininhas já detinha 30% da empresa e comprou o restante das mãos dos seus próprios sócios, Banco do Brasil e Bradesco, em janeiro último, por R$ 87,5 milhões.

Contra-ataque. Faltava, contudo, a conta de pagamentos, que estava em teste, para o projeto decolar. Por ora, a Cielo guarda a sete chaves o número de terminais da Stelo que já vendeu. O Itaú Unibanco, que fez barulho na semana passada ao lançar as maquininhas sob a marca Credicard, batizadas de Pop, deixou mais para frente a criação de uma conta de pagamento, que é essencial para atrair os MEIs. Procurada, a Cielo não comentou.

Demorou, mas chegou. O fato de os pequenos empreendedores não terem conta bancária foi, inclusive, um dos motivos que retardou a investida dos grandes bancos na disputa por esse público no setor de adquirência. Na mira dos pesos pesados e dos novatos está um mercado que não para de crescer: de janeiro a maio, 876.557 novos negócios foram abertos por MEIs no Brasil, segundo a Serasa Experian.

Não teve jeito. Por sinal, o nome “maquininhas” pegou. Até mesmo a Cielo, que relutava em aderir à expressão, se rendeu ao termo, que se popularizou ainda mais no Brasil com a entrada de novos concorrentes no segmento. Era isso ou perder o bonde.

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