Cobiçados pelo mercado, Guardia e Ana Paula terão de “esperar” 6 meses

Cobiçados pelo mercado, Guardia e Ana Paula terão de “esperar” 6 meses

Coluna do Broadcast

16 de dezembro de 2018 | 04h00

Integrantes da equipe econômica do presidente Michel Temer já estão sendo assediados pela iniciativa privada e, principalmente, por instituições financeiras, diante da proximidade do fim do governo atual. Tanto é que o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, e também a secretária-executiva da pasta, Ana Paula Vescovi, já fizeram consultas à Comissão de Ética sobre a necessidade de cumprirem quarenta após deixarem seus cargos. A resposta foi sim. Caso Guardia ou Ana Paula arrumem posições no mercado financeiro, terão de “ficar de repouso” por seis meses depois de cumprirem seus mandatos no Ministério da Fazenda. O caminho é natural, uma vez que, tradicionalmente, integrantes de equipes econômicas migram para o setor. Enquanto, de um lado, conseguem uma boa remuneração com o nome em alta, do outro agregam expertise com a passagem pelo balcão público. Conversas já estariam ocorrendo. Nenhum martelo, contudo, foi batido até aqui.

Curriculum vitae
Guardia, que tem carreira no setor público, estava na iniciativa privada antes de ir para a Fazenda, após convite do até então ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Ele ocupava cargo na diretoria executiva da BM&FBovespa, agora B3. Já Ana Paula pode estrear na iniciativa privada e no setor financeiro. Servidora efetiva do governo federal, sua trajetória foi essencialmente em cargos na iniciativa pública. Procurados, por meio do Ministério da Fazenda, Guardia e Ana Paula não comentaram.

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