Com ajuda de bancos, empresas maiores somem de estatísticas de recuperação judicial

Cristiane Barbieri

17 de julho de 2020 | 05h00

Nove em cada 10 pedidos de recuperação judicial em maio e em junho vieram das pequenas e médias empresas, deixando evidente a percepção de que esse é o grupo de companhias que deve sair mais machucado da crise econômica causada pelo covid-19. Embora as empresas menores historicamente liderem as estatísticas de número de novos pedidos, esse grupo nunca chegou ao porcentual de 90% dos casos. Mas o que chama a atenção da consultoria financeira Alvarez & Marsal é o sumiço das empresas com faturamento anual acima dos R$ 300 milhões das estatísticas.

Mesmo com apoio, são esperados pedidos de recuperação das maiores

A explicação vem do fato de estarem recebendo uma mãozinha dos bancos comerciais, que estenderam os vencimentos de suas dívidas para o ano que vem. A ajuda, porém, não protege essas empresas da recuperação judicial, na avaliação da A&M, que espera que várias delas recorram à proteção da Justiça contra credores a partir dos próximos meses. A previsão é que cerca de 2.500 empresas entrem com pedido por conta dos impactos da covid-19.

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