Com aval da CVM, Stone se aproxima da aquisição da Linx

Com aval da CVM, Stone se aproxima da aquisição da Linx

Fernanda Guimarães

15 de novembro de 2020 | 05h40

Foto: Gabriela Biló/Estadão

O aval dado pelo colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para que os fundadores da Linx possam votar na assembleia marcada para a próxima terça-feira, dia 17, mudou a dinâmica do processo, colocando a Stone bem próxima de levar a companhia. A decisão se tornou pública tarde da noite na última sexta-feira, dia 13, e alterou as peças do tabuleiro. Os fundadores da Linx tem 14% da companhia, ou 27 milhões de votos. A Stone precisa de 50% mais um do capital da Linx favoráveis à incorporação, independentemente do quórum da assembleia. Dos votos que chegaram pelos boletins de voto à distância – cerca de 27% do capital total, o correspondente a 47 milhões de ações -, 24 milhões foram favoráveis e 23 milhões contra a transação. O que parecia um caminho duro para a Stone, se tornou muito mais fácil, com o entendimento do colegiado de que não há um caso claro de conflito de interesse no voto dos fundadores, que receberão com a operação um valor relacionado a uma cláusula de não-competição.

Em miúdos. Para ter a operação aprovada, a Stone precisa de 87,8 milhões de votos – 50% mais um do total das ações. Com o aval do regulador, já colocou 27 milhões no bolso.

Quase lá. A conta matemática mudou. A Stone já tem cerca 61,4 milhões de votos favoráveis à operação. Aqui na conta entra também os cerca de 9,5 milhões de ações que a Stone possui da Linx. Faltam, assim, cerca de 25,6 milhões para passar a régua na conta.

Contas. O restante agora, virá dos minoritários da Linx. Entre eles, há situações como o Itaú, que tem cerca de 8 milhões de votos e já indicou que não dará o aval, e a gestora escocesa Abeerden, que pediu ao regulador adiamento da assembleia. Os pedidos de adiamento foram indeferidos pela CVM também na sexta-feira.

Ótica. Na Stone, a visão já era positiva antes do sinal verde da CVM e a percepção foi de que houve uma inversão do sentimento em relação à operação, principalmente depois dos ajustes realizados e um pequeno aumento do preço. Ainda corrobora o fato de a gestora Fama, primeira a se posicionar contra a operação, ter zerado recentemente sua posição. Já a Itaú Asset reduziu nesta semana sua fatia na Linx para menos do que 5%. Procuradas, a Linx e Stone não comentaram.

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