Com debêntures, Blau retira pressão sobre decisão de IPO

Com debêntures, Blau retira pressão sobre decisão de IPO

Economia & Negócios

12 Julho 2018 | 04h00

Depois da tentativa frustrada de abertura de capital no início do ano, o novo pedido de registro de companhia aberta da Blau Farmacêutica levantou a possibilidade de que a empresa poderia tentar, mais uma vez, lançar sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). Realizado junto ao regulador, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o pedido foi feito para a categoria A, que é aquela que permite a emissão de qualquer valor mobiliário, inclusive ações. No entanto, a ideia da companhia foi manter o processo para ficar mais próxima do mercado financeiro, mesmo sem um IPO. A empresa acaba de emitir títulos de dívida local, as debêntures. Com vencimento em cinco anos, o valor emitido foi de R$ 180 milhões. Nenhuma decisão foi tomada, até aqui, sobre uma nova tentativa de abertura de capital.

Não emplacou. A farmacêutica, que dentre outros produtos fabrica a marca de preservativos Preserv, encontrou pouco apetite quando tentou seu IPO. Houve uma percepção de que a empresa era muito dependente de contratos com o setor público, provocando cautela em relação ao investimento.

Restrito. A emissão de debêntures da Blau ocorreu no modelo de distribuição restrita, pela instrução 476. O Bradesco encarteirou todos os papéis. Na prática, assim, se trata de um empréstimo. O presidente da Blau e seu controlador, Marcelo Hahn, é fiador da emissão.

Investir
Com o dinheiro oriundo da emissão de dívida, a Blau pretende reperfilar seus passivos, investir em estudos e em projetos de ampliação de capacidade produtiva, além de lançamentos e pesquisa e desenvolvimento. Procurada, a Blau informou que está em período de silêncio.

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