Com dinheiro do brasileiro mais curto, movimento do comércio cai em 2021

Com dinheiro do brasileiro mais curto, movimento do comércio cai em 2021

Matheus Piovesana

01 de fevereiro de 2022 | 05h30

Região da rua 25 de Março, na capital paulista   Foto: Alex Silva/Estadão

O ano de 2021 terminou mais fraco para o comércio do que 2020, de acordo com o birô de crédito Boa Vista. O indicador antecedente de movimento no setor compilado pela empresa caiu 0,5% no ano passado, e nem as festas de fim de ano reverteram o quadro: em dezembro, o movimento no comércio foi 0,4% menor que em novembro. Na comparação com dezembro de 2020, a queda foi de 4,8%.

A avaliação da Boa Vista é de que a inflação alta atrapalhou – com a renda comprometida pela alta de preços, o brasileiro ficou menos confiante para gastar. A alta dos juros, que encareceu o crédito, e o fim do auxílio emergencial também são vistos como possíveis causadores da queda no ano. Para 2022, a empresa acredita que os rumos para o varejo podem mudar se o mercado de trabalho engrenar uma recuperação mais sólida.

 

Esta nota foi publicada no Broadcast no dia 31/01/22, às 17h24.

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