Com empresas comandadas por mulheres, Captalys contrata BTG para IPO

Com empresas comandadas por mulheres, Captalys contrata BTG para IPO

Cristiane Barbieri

14 de julho de 2021 | 05h14

A partir da esquerda, Juliana Aguiar, da CCI; Margot Greenman, CEO da Captalys, e Larissa Pomerantzeff, da iD Trust
Foto: Marcos Toresin

Com R$ 7,1 bilhões de ativos sob gestão, a plataforma de infraestrutura de crédito Captalys acaba de contratar o BTG Pactual como coordenador de sua oferta inicial de ações (IPO, da sigla em inglês). Com o propósito de “transformar o crédito em bem comum”, a Captalys tem marcas bastante diferentes de outras do setor financeiro. Ao contrário das concorrentes, seu comando é exclusivamente feminino. Formada por três empresas com forte pegada tecnológica, só tem mulheres como CEOs. Juliana Aguiar, preside a CCI, uma certificadora de créditos que cuida das cobranças da plataforma. Larissa Pomerantzeff, está à frente da iDTrust, uma fintech que permite a grandes empresas fazerem empréstimos a seus fornecedores. Por sua vez, Margot Greenman, é a presidente executiva da Captalys, que adquiriu as duas companhias nos últimos anos e pretende ir à Bolsa para ganhar musculatura com os recursos e mudar de patamar nos próximos anos.

“Trabalhei no mercado financeiro por mais de 20 anos e faz muita diferença olhar para cima e para os lados e encontrar mulheres no comando”, diz Larissa, que foi diretora financeira da Syngenta. A CCI, de Juliana, tem mais de 70% dos cargos de liderança ocupados por mulheres. Já Margot está há mais de 20 anos na área, tendo passado por Credit Suisse e IFC, o banco de crédito do Banco Mundial, antes de fundar a Captalys.

Pandemia e infraestrutura

Com a digitalização forçada pela pandemia, a plataforma viu seus negócios crescerem exponencialmente. A alta foi de 130% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2020. O movimento aconteceu por conta da ‘fintechização’ das empresas: muitas companhias passaram a oferecer créditos a seus clientes e consumidores, e a Captalys, fornecedora da infraestrutura desses sistemas, foi beneficiada.

Com 360 funcionários, a plataforma processa mensalmente R$ 730 milhões e 3,5 milhões de contratos. Como a maior parte das transações é feita por pequenas e médias empresas, a Captalys tem forte pegada social e pretende quantificar o impacto na distribuição dos recursos e na redução do custo do crédito com relatórios de indicadores sócio-econômicos. “Há um modelo de negócios mais sustentável e que vai fomentar o desenvolvimento econômico da sociedade de forma expressiva e por um longo prazo”, diz Margot. “É com essa crença que nos levantamos todas as manhãs.”

Procurada, a Captalys não se pronunciou sobre o IPO.

 

Esta reportagem foi publicada no Broadcast+ no dia 13/07/2021, às 18h01.

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