Com janela aberta no exterior, bancos “cutucam” Tesouro para emitir bonds

Com janela aberta no exterior, bancos “cutucam” Tesouro para emitir bonds

Coluna do Broadcast

19 de setembro de 2019 | 04h00

Os principais bancos de investimento têm batido na porta do Tesouro Nacional quase que diariamente para incentivar o governo a aproveitar a janela de setembro e lançar uma nova oferta de bonds. Se ocorrer efetivamente, será a segunda vez que o atual governo se apresenta ao mercado de dívida externo. Entre as sugestões feitas pelos bancos ao Tesouro estão a reabertura da emissão de março, com a captação de mais recursos, ou uma nova emissão de 30 anos. O Tesouro eventualmente poderia aproveitar para trocar bônus que pagam juro mais alto pelos novos papéis, já que os custos para captar lá fora estão nas mínimas.

Boa hora. A demanda externa por ativos de melhor retorno é grande e os meses de setembro e outubro, após o retorno das férias de verão no Hemisfério Norte, são tradicionalmente a segunda melhor janela do ano para os emissores. Isso quer dizer que, dada a alta procura, o dinheiro do investidor está barato. Outra vantagem é que o indicador de aversão ao risco brasileiro, o chamado credit default swap (CDS), está em seu menor nível desde 2013, aos 120 pontos-base, com impacto potencialmente positivo no preço de uma nova captação. Inclusive, isso já está evidente nas taxas de remuneração dos bônus do Tesouro emitidos em março, que na ocasião ofereceram retorno de 4,5% e agora operam no mercado secundário com taxa de 3,8%.

Na cola. Vale lembrar que a primeira emissão externa do governo Bolsonaro em março foi na sequência da reunião do banco central americano (Fed), que sinalizou corte de juro. O Tesouro captou US$ 1,5 bilhão em bônus global, com prazo de vencimento de dez anos. Ontem, houve nova reunião do Fed, com corte de 0,25 ponto porcentual do juro americano.

Contato: colunabroadcast@estadao.com
Siga a @colunadobroadcast no Twitter

Tudo o que sabemos sobre:

tesourojair bolsonarofedtesouro nacional

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: