Com juro mais alto no cheque especial, Santander recorre ao BC

Com juro mais alto no cheque especial, Santander recorre ao BC

Coluna do Broadcast

31 de julho de 2018 | 05h00

O Santander Brasil ocupava no início do mês, quando entrou em vigor a nova regulamentação do cheque especial, a liderança no ranking de juros mais altos da modalidade, segundo o Banco Central. Na contramão, a menor taxa era a do Itaú Unibanco, seguido por Bradesco e Banco do Brasil. Em reação, o banco recorreu ao regulador para incluir, no cálculo de sua taxa, o período de dez dias sem juros que concede aos seus correntistas pessoas físicas que usam a linha.

Pleito. A defesa do Santander é que o banco- não captura em seu custo os mais de 100 mil clientes – ou 35% de sua base – que não pagam nada por usarem o cheque especial no período dos “dez dias sem juros”. Como é o “único” a ter tal prática, resolveu levar o pleito ao BC. O regulador ainda não bateu o martelo sobre se muda a metodologia ou não.

Com a palavra. Procurado, o BC informou que não comenta assuntos de regulados. Acrescentou ainda que qualquer metodologia de compilação, vigente ou futura, de juros ou concessões se aplica de maneira uniforme a todos os bancos. Hoje, é usado o conceito de custo efetivo total para as taxas reportadas e não há metodologia diferenciada por instituição para o cálculo dos juros.

Provocação. Ainda na novela do cheque especial, a recente propaganda de marketing do Santander não agradou à concorrência. Veiculada recentemente, o banco convida as demais instituições financeiras de varejo do País a pararem de chamar o cheque especial com o seu nome de batismo. No mercado, questiona-se por que o Santander quer mudar algo que já foi discutido e mantido, fora o fato de ter o juro mais caro na modalidade.

Mesversário. Essa semana completa um mês do início das novas regras do cheque especial, que obrigam os bancos a ofertarem uma linha de financiamento mais em conta para os clientes que usarem 15% do limite da conta corrente por 30 dias seguidos. A expectativa é que na próxima divulgação da nota de crédito do BC – com dados de julho –, os juros baixem na modalidade, que assumiu o título de crédito mais caro do sistema após a mudança no rotativo, aquele da fatura do cartão, que limitou o uso dessa linha.

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