Com novos contratos, Odebrecht quer recuperar receita após 5 anos em queda

Com novos contratos, Odebrecht quer recuperar receita após 5 anos em queda

Circe Bonatelli

05 de agosto de 2021 | 05h00

Odebrecht teve queda no faturamento por cinco anos seguidos    Foto: Werther Santana/Estadão 

A Odebrecht Engenharia e Construção (OEC) faz planos para se reerguer após cinco anos seguidos de queda no faturamento, diante da pressão da Operação Lava Jato, que desarticulou esquemas de corrupção entre grandes construtoras e políticos de vários partidos. A empresa vem firmando novos contratos de obras e estima superar em 2021 a receita de 2020, quando atingiu R$ 3,76 bilhões. O número, porém, ainda será modesto perto do pico de 2014, quando chegou a R$ 32,4 bilhões, impulsionado pelas obras da Copa do Mundo e da Olimpíada. O contrato mais recente fechado pelo grupo é para as obras do Terminal Gás Sul, licenciado para a New Fortress Energy (NFE), na Baía de Babitonga, em Santa Catarina, com investimentos de R$ 385 milhões.

A construtora também está na fase final da contratação das obras de trecho da BR-163, cujos gastos podem movimentar até R$ 400 milhões. No radar da companhia, está a nova onda de investimentos em infraestrutura decorrentes dos últimos pacotes de concessões públicas.

O presidente da OEC, Marco Siqueira, diz que a retomada da empresa é fruto de um amplo processo de reestruturação, que passa pelos campos de finanças, governança e produtividade. A construtora obteve, por exemplo, o ISO 37001, selo internacional de gestão antissuborno.

Mesmo com o encolhimento das receitas, a OEC ficou à frente de Andrade Gutierrez (R$ 1,79 bilhão), Método (R$ 1,22 bilhão), Queiroz Galvão (R$ 1,20 bilhão) e Camargo Correa Infra (R$ 1,16 bilhão) no ano passado.

Esta nota foi publicada no Broadcast+ no dia 04/08/2021, às 15h32.

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