Com pandemia, Eletrobras revê plano de investir R$ 1 bi em Angra 3

Com pandemia, Eletrobras revê plano de investir R$ 1 bi em Angra 3

Denise Luna

20 de maio de 2020 | 04h20

A Eletrobras está revendo o Plano Diretor de Negócios e Gestão por conta da pandemia de covid-19, inclusive o investimento de R$ 1 bilhão programado para este ano no Plano de Aceleração da Linha Crítica da usina nuclear Angra 3. Esse aporte é considerado fundamental para garantir a entrada em operação da usina no tempo previsto e atrair parceiros para o projeto, na avaliação do presidente da Eletronuclear, Leonam Guimarães.

Motivo. “O plano de aceleração do caminho crítico do empreendimento é de extrema importância, primeiro para garantir a entrada em operação de Angra 3 em 2026, e segundo, pela participação efetiva da Eletrobras, reduzir a percepção de risco de potenciais investidores e, futuramente, atrair parceiros para a conclusão da obra”, disse Guimarães ao Broadcast.

Planos. A revisão do PDGN da Eletrobras deve ser concluída em junho, quando Guimarães espera receber sinal verde para dar início às obras. A Eletronuclear pretende acelerar este ano parte do empreendimento com o que foi classificado o Plano de Aceleração da Linha Crítica da usina, em parceria com a Eletrobras. Um dos projetos é avançar em obras civis, como a construção do edifício de contenção da usina e de montagem eletromecânica com empresas contratadas pela Eletronuclear, além de manter fornecedores considerados críticos. A expectativa é que o início da concretagem e a montagem sejam feitas em outubro de 2021.

Suspenso. Segundo Guimarães, o estudo feito pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com a modelagem da licitação para atração de um sócio está no momento sendo avaliado pelo Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) do governo. Prevista para março, a decisão também foi adiada pela pandemia. Não existe uma data prevista para prosseguir com o processo.

Vale quanto? Angra 3 terá capacidade instalada de 1.405 megawatts e está com 57,1% das obras concluídas. Para sua finalização são estimados investimentos de R$ 15 bilhões.

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