Com R$ 1 bi de debêntures, Natura alonga dívida com bancos

Com R$ 1 bi de debêntures, Natura alonga dívida com bancos

Economia & Negócios

29 Agosto 2018 | 04h00

Com a emissão de R$ 1 bilhão em debêntures aprovada por seu conselho de administração, a Natura pretende alongar dívidas existentes e pré-pagar aquelas mais caras. Parte desse passivo está nas mãos dos bancos coordenadores da oferta: Itaú BBA, Bradesco e Citibank. Apesar do momento turbulento no País e no exterior, a expectativa é de que as debêntures sejam oferecidas ao mercado antes das eleições, no início de outubro.

Arrumando a casa. Para viabilizar a aquisição da The Body Shop, concluída em 2017, a Natura tomou recursos por meio de empréstimo-ponte bancário e debêntures. Com a emissão de cerca de US$ 1 bilhão em bônus no ano passado, essa dívida foi alongada. Paralelamente, a companhia tem verbalizado a intenção de diminuir sua alavancagem. No segundo trimestre, o endividamento líquido somava R$ 5,7 bilhões, montante equivalente a 3,3 vezes o Ebitda de 12 meses. A meta é chegar aos níveis pré-aquisição, de 1,4 vez, até 2021. Questionado durante um evento em São Paulo, o presidente da Natura, João Paulo Ferreira, confirmou que a captação anunciada mira o alongamento do perfil da dívida e está em linha com a gestão de fluxo de caixa. Os bancos não comentaram. (com Dayanne Sousa)

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