Com R$ 1 bi em caixa após IPO, CI&T buscará aquisições nos EUA e na Europa

Com R$ 1 bi em caixa após IPO, CI&T buscará aquisições nos EUA e na Europa

Altamiro Silva Junior

11 de novembro de 2021 | 05h15

IPO da CI&T na Nyse; EUA respondem por mais de 50% do faturamento da empresa  Foto: Nyse

Criada em Campinas (SP) há 26 anos para ajudar empresas a passar pela transformação digital, a CI&T está com US$ 170 milhões – ou quase R$ 1 bilhão – no caixa, após abrir o capital nos Estados Unidos. O plano é usar esse dinheiro para pisar fundo na internacionalização, por meio de fusões e aquisições. No radar estão especialmente companhias em expansão dos mercados norte-americano e europeu, sem planos de negócios muito complicados e que tenham sinergia com a CI&T. Foi o primeiro IPO (oferta inicial de ações, da sigla em inglês) de uma empresa brasileira desde o início de agosto.

A oferta rendeu ao todo US$ 225 milhões, com a venda de um lote extra. Parte do total, porém, vai para os sócios. Entre eles, o fundo de private equity norte-americano Advent, que tinha 40% da empresa e vendeu parte dessa fatia. A CI&T é a primeira companhia brasileira investida pelo fundo a fazer IPO nos EUA.

O presidente e um dos fundadores da companhia, Cesar Gon, afirma que a escolha da Nyse para o IPO, em vez do Brasil, se deu porque a companhia está se internacionalizando e consegue ter mais visibilidade lá fora, junto a seus pares internacionais, além de atrair investidores com perfil de longo prazo. Além disso, ficou listada em um mercado que já responde por mais de 50% de seu faturamento.

Sobre a escolha entre a Nyse e a Nasdaq, conhecida por abrigar empresas de TI, ele afirma que a maioria dos clientes globais da CI&T está na Nyse, Bolsa que também está recebendo um número crescente de ‘tech companies’. “Era minha preferência pessoal: eu queria ver o bandeirão subir”, brincou Gon, que foi a Nova York para o lançamento dos papéis.

Ajuste

Para emplacar o IPO, a CI&T teve de reduzir o tamanho da oferta. Cortou o total das ações dos sócios que chegariam ao mercado (a chamada oferta secundária) e o preço do papel. Gon afirma que, quando a empresa e os bancos coordenadores viram que seriam possível montar um “baita livro de ordens” com a redução do tamanho da secundária, fizeram essa opção.

Segundo ele, a prioridade foi trazer o investidor correto, que conhece a indústria, em uma operação que teria diluição pequena dos atuais acionistas. “Como o Brasil deu suas tradicionais sinalizações turbulentas, a gente acabou ajustando”, disse. Para Gon, o dinheiro captado é o suficiente, neste momento, para executar o plano de M&A.

 

Esta nota foi publicada no Broadcast+ no dia 10/11, às 16h28.

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