Com royalty menor, PetroRio aumenta projeção de vida útil de seus campos

Com royalty menor, PetroRio aumenta projeção de vida útil de seus campos

Fernanda Nunes

07 de agosto de 2021 | 10h00

ANP autorizou que a empresa pague royalty de 5% em sua produção incremental na Bacia de Campos  Foto: Fábio Motta/Estadão

Após ser autorizada a pagar uma alíquota menor de royalty e a interligar os campos de Tubarão Martelo e Polvo numa única estrutura, na semana passada, a PetroRio refez as contas da vida útil de suas áreas. A projeção, agora, é que a produção se estenda até 2040, em alguns de seus ativos.

Isso significa uma reversão de cenário, uma vez que nenhuma gota de petróleo estaria sendo retirada de Tubarão Martelo, por exemplo, não fossem medidas como essas, que vão viabilizar o investimento da empresa em tecnologias de recuperação de reservatórios e compartilhamento de infraestrutura. A PetroRio se consolidou no mercado como uma petrolífera independente ao adquirir projetos em fase madura das gigantes do setor.

A aprovação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para que a empresa pague royalty de 5% e não de 10% em sua produção incremental na Bacia de Campos foi um passo importante para tornar o negócio atrativo e ampliar a atividade das áreas. A projeção é que sejam distribuídos R$ 750 milhões em compensação financeira aos governos em toda vida útil dos seus atuais projetos.

A mais nova aposta da PetroRio é o campo de Albacora, que está sendo licitado pela Petrobrás. O crescimento da empresa não está condicionado, no entanto, às vendas da estatal. Segundo Emiliano Fernandes, diretor de recursos humanos, regulação e jurídico da PetroRio, a empresa não comprou muitos ativos da estatal. “É indiscutível que ela tem mais de 90% do mercado e seus desinvestimentos são uma oportunidade”, diz ele. “Mas a gente tem um território profícuo e esse é um mercado gigante.”

Esta nota foi publicada no Broadcast+ no dia 06/08/2021, às 15h33.

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