Comércio eletrônico ocupará metade dos galpões logísticos em SP

Comércio eletrônico ocupará metade dos galpões logísticos em SP

Circe Bonatelli

11 de janeiro de 2022 | 05h30

Endereços mais procurados são aqueles a menos de 40 Km de São Paulo  Foto: Hélvio Romero / Estadão

O comércio eletrônico, que se tornou o protagonista do crescimento do varejo em meio à pandemia, iniciou o ano com perspectivas de seguir em ritmo de expansão. O setor arrematou quase a metade de todos os galpões logísticos comercializados no Estado de São Paulo no quarto trimestre do ano passado.

Levantamento da consultoria imobiliária Newmark mostra que os contratos de locação de galpões logísticos fechados entre outubro e dezembro somaram 360 mil m² (a chamada absorção bruta, no jargão do setor). Desse total, 52% foram pré-locações, isto é, quando os contratos são assinados antes mesmo de o imóvel em obras ficar pronto.

Os endereços mais procurados são aqueles a menos de 40 quilômetros de São Paulo e com acesso fácil a rodovias. Nesse contexto, Barueri foi a região com o maior volume de absorção bruta dos últimos três meses, totalizando 127 mil m², o equivalente a 35% dos negócios no período.

Um exemplo do peso do comércio eletrônico para esse mercado é o Mercado Livre, que lidera o ranking dos maiores inquilinos de galpões no Brasil. Segundo a Newmark, a companhia tem 516 mil m² de imóveis locados no País, um aumento de 93% em comparação perante o ano anterior. Por sua vez, a Amazon cresceu 2,5 vezes e hoje ocupa 282 mil m² com seus centros de distribuição de mercadorias.

 

Esta nota foi publicada no Broadcast+ no dia 10/01/22, às 17h17.

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