Compressão da Selic tira brilho de debêntures de 25 anos da Taesa

Compressão da Selic tira brilho de debêntures de 25 anos da Taesa

Coluna do Broadcast

17 de outubro de 2019 | 04h00

Os cortes recentes da Selic e a percepção de que o juro básico pode furar o patamar de 4,5% prejudicou a atratividade pelas debêntures da Taesa com vencimento em 2045. As debêntures são as mais longas já oferecidas a investidores de varejo, que testa novos mercados e prazos em busca de retorno. Mas não teve jeito. A demanda se mostrou pequena e, como consequência, não houve redução do prêmio pago – ou seja, saiu para a empresa no custo máximo previsto. As ordens preencheram 1,1 vez o montante proposto na oferta, de R$ 450 milhões, e a empresa captou R$ 509 milhões.

No deal. O recado é, portanto, de que, ao contrário dos primeiros meses do ano quando as empresas conseguiram reduzir expressivamente os prêmios propostos, quem dá as cartas agora é o investidor no mercado de crédito privado. Alguns gestores comentaram que, como o varejo é muito sensível ao noticiário, a repercussão dos cortes de juro mais recentes, fez cair o interesse do público desde o anúncio da oferta. Procurada, a Taesa não comentou.

Tudo o que sabemos sobre:

selicjuros

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: