Conductor vira Dock e pode captar US$ 600 milhões na Nasdaq

Conductor vira Dock e pode captar US$ 600 milhões na Nasdaq

Altamiro Silva Junior

02 de setembro de 2021 | 05h35

Oferta de ações da Dock na Nasdaq deve ocorrer entre outubro e novembro Foto: Andrew Kelly/ Reuters

A Conductor, empresa de tecnologia de meios de pagamento e banking as a service (soluções de serviços financeiros), resolveu unificar suas marcas e mudar de nome, antes de fazer sua abertura de capital (IPO, na sigla em inglês) na Nasdaq. Agora se chama Dock. A oferta de ações, prevista para acontecer entre outubro e novembro, pode movimentar US$ 600 milhões. O valor, porém, pode mudar após as rodadas de apresentações para investidores internacionais.

Além da Dock, os próximos meses devem ser marcados por mais ofertas de empresas brasileiras em Wall Street. Os mais comentados são as da bandeira Elo, da empresa de tecnologia CI&T e da de pagamentos Ebanx. Além, é claro, do Nubank, que pode fazer a maior oferta da América Latina na bolsa americana em 2021, com captação superior a US$ 3 bilhões. No primeiro semestre, nomes como Vtex e Zenvia, além das gestoras Pátria e Vinci, acessaram o mercado americano.

A Dock terminou em julho a seleção dos bancos de investimento para o IPO. Até mesmo quem participou e ficou de fora do sindicato final, porém, faz nos bastidores elogios à companhia. A Dock está crescendo mais de 40% ao ano, e tem avançado no exterior. Recentemente abriu um escritório no México. A empresa processa 3,6 bilhões de transações por ano de cartões, que movimentam algo como US$ 50 bilhões.

Sócios de renome

Além disso, a Dock tem uma base de sócios de renome, que ajuda a atrair outros investidores internacionais. Entre eles, a gestora americana Riverwood Capital, a Sunley House Capital (que pertence a gestora Advent), o fundo soberano Temasek, de Singapura, e a bandeira Visa, a maior do mundo. No fim do ano passado, a empresa recebeu um aporte de US$ 170 milhões dos fundos.

O IPO da Dock será coordenado por Goldman Sachs, JPMorgan, Bank of America e Credit Suisse. Procurada, a empresa não comentou.

 

Esta nota foi publicada no Broadcast+ no dia 01/09/21 às 15h46.

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