Confiança do consumidor baixa a nível próximo do apurado no auge da primeira onda da covid-19

Confiança do consumidor baixa a nível próximo do apurado no auge da primeira onda da covid-19

Matheus Piovesana

16 de março de 2021 | 11h00

Foto: Alex Silva/Estadão

Diante dos esperados efeitos econômicos da segunda onda da pandemia no Brasil, a disposição do consumidor em gastar nos próximos meses também regrediu a níveis similares aos do primeiro ciclo, em meados do ano passado. Em uma escala que vai até 200 pontos, a confiança do consumidor brasileiro está em 81 pontos, de acordo com o Índice Nacional de Confiança (INC) de fevereiro, medido pela startup Behup para a Associação Comercial de São Paulo (ACSP). É o menor patamar desde julho, quando o índice foi de 79 pontos.

Para baixo. O índice de fevereiro é maior que os 77 pontos registrados em maio e junho de 2020, auge do impacto da covid sobre o indicador até aqui. Mas está abaixo dos 87 pontos alcançados em outubro, maior nível desde o início da pandemia. O índice está em queda desde novembro.

Solo instável. Um total de 36% dos entrevistados consideram que seus empregos e os de familiares correm mais riscos do que há seis meses, e 48%, que suas condições financeiras estão “muito ruins”. Os dois números explicam a baixa disposição para colocar a mão no bolso: apenas 27% dos entrevistados sentem-se mais confiantes em comprar uma casa ou um carro, por exemplo. Ao todo, 1.500 brasileiros foram ouvidos pela pesquisa.

 

Esta reportagem foi publicada no Broadcast+ no dia 15/03, às 15h54.

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