Construtoras e cimenteiras se desentendem sobre aumento no preço de insumo

Construtoras e cimenteiras se desentendem sobre aumento no preço de insumo

Circe Bonatelli

16 de julho de 2020 | 12h12

As quatro maiores associações do setor da construção civil de São Paulo se manifestaram hoje contra o aumento de preço praticado por diversos fabricantes de cimento. O reajuste foi classificado como “inadmissível e inoportuno”, segundo nota conjunta de Sinduscon, Secovi, Abrainc e Sintracon.

Salgado. Os aumentos têm sido anunciados desde meados de junho e giram em torno de 10%, segundo o vice-presidente de Economia do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), Eduardo Zaidan. “Não dá para aumentar os preços num momento de luta como esse, em que estamos fazendo malabarismo para manter os negócios”, disse, à Coluna.

Abriu a porteira. O setor da construção já teve de lidar com aumentos, também na casa de 5% a 10% para o aço, anunciados pelas siderúrgicas no mês passado. Há a preocupação de que outros materiais venham a passar por reajustes, como por exemplo artigos importados, caso de itens de elétrica.

Sintonia. Como resposta, o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC) informou que não se manifesta sobre relações comerciais, especialmente no tocante a preços, e que “tem atuado fortemente e em sintonia” com a cadeia produtiva da construção civil.

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