Consultoria apontou em 2010 que Rômel de Souza, da Usiminas, não era ‘líder’

Coluna do Broadcast

02 de abril de 2017 | 05h00

Relatório de uma consultoria de recrutamento de executivos, a Egon Zehnder International, elaborado em 2010, avaliou que Rômel de Souza, destituído da presidência da Usiminas pelo Conselho de Administração da empresa na semana passada, não havia “demonstrado ter forte ambição para continuar crescendo na organização”. Além disso, a avaliação destacou que, ao menos na época – quando o executivo já tinha 35 anos na companhia -, sua pontuação era relativamente baixa nas competências necessárias para um líder da Usiminas.

Motivo diferente
O documento foi apresentado em reunião ao Conselho na semana passada, que por um placar de 7 a 4 afastou Souza do cargo. A decisão, contudo, não se deu pela habilidade do executivo para ocupar a função, mas por ter assinado um documento estratégico sozinho, o que teria violado o estatuto da companhia. Na época em que a avaliação da Egon foi realizada, Souza era diretor de contas e respondia a Sergio Leite, que ficou em seu lugar na presidência da companhia.

Tentativa
A Nippon Steel, que votou contra a saída de Rômel de Souza do cargo, já entrou com ação na Justiça para tentar reverter o afastamento.

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