Consumo das classes C e D encolhe 12% na quarentena

Consumo das classes C e D encolhe 12% na quarentena

Aline Bronzati

05 de junho de 2020 | 04h55

Pessoas usando máscaras no Rio de Janeiro. REUTERS/Pilar Olivares

As classes C e D aceleraram o processo de digitalização na quarentena e alteraram seus hábitos de consumo. Pesquisa feita pela Superdigital, fintech do Grupo Santander voltada à inclusão financeira, mostra que esses consumidores reduziram gastos em 12% no confinamento. Despesas com transportes, combustíveis e hotéis migraram para redes online e supermercados.

Classe média migrou gastos para o online

Para entender melhor o efeito pandemia no consumo das classes C e D, a Superdigital dividiu as compras em três períodos: 30 dias antes da quarentena, um mês após e no segundo mês. Os dados mostram que, entre o 1º e o 2º período, esses clientes gastaram 33% menos em restaurantes, 37% menos com transporte, 28% menos com combustível e 74% menos com hospedagem. Em contrapartida, os gastos em estabelecimentos online cresceram 60%, enquanto nos supermercados aumentaram 40%.

Além de acelerar a curva de adoção de novos hábitos de consumo, o afastamento social, conforme o diretor presidente da Superdigital, Felipe Castiglia, introduziu o home office nas classes mais baixas, em funções como operadores de call centers, por exemplo. A digitalização veio a reboque e com força. Para consumir online e para receber rendas extras e os próprios benefícios dos governos, as pessoas tiveram de abrir contas digitais, visto como um dos legados da crise.

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