Controlador é o que difere estrutura em operação entre Suzano e Fibria

Controlador é o que difere estrutura em operação entre Suzano e Fibria

Coluna do Broadcast

06 Setembro 2018 | 04h00

O controle difuso das antigas BM&FBovespa e Cetip blindou a operação, anunciada há quase três anos, de críticas levantadas agora em relação à combinação entre Suzano e Fibria, a qual envolve a criação de uma holding e o pagamento aos acionistas da Fibria em dinheiro e em ações.

Dessa vez, Fibria e Suzano, alvo de reclamações de grupos de minoritários, têm a figura do controlador definido, o que, na visão dos reclamantes, altera a relação de força entre as partes. A queixa dos minoritários é de que esse desenho da transação entre as fabricantes de celulose obriga os minoritários a venderem a posição detida na Fibria.

Corner. Sem a presença do “tag along”, a livre escolha pela venda por parte dos acionistas deixa de existir. Para cada ação da companhia, a Suzano pagará R$ 52,50 corrigidos pelo CDI e entregará 0,4611 ação de sua emissão.

No caso da combinação que criou a B3, foi proposta na primeira oferta não vinculante da BM&FBovespa à Cetip um pagamento de 50% em dinheiro e 50% em ações. Ao final, para atender demanda dos próprios acionistas, a maior parte do pagamento foi feita em dinheiro.

Recado. A Amec, associação que representa acionistas minoritários, divulgou um comunicado, pedindo à CVM que “se manifeste sempre tempestivamente e de forma a orientar e prevenir danos ao mercado”, tais como reestruturações societárias que possam implicar na venda obrigatória de ações detidas por minoritários e no enfraquecimento das regras de tag along, ferramenta de proteção do acionista em caso de mudança de controle da companhia. A entidade alerta ainda sobre os precedentes que podem ser criados.

Siga a @colunadobroad  no Twitter

Mais conteúdo sobre:

Cetipb3fibriasuzano