Controladores da Usiminas estão mais distantes de acordo

Coluna do Broadcast

23 de março de 2017 | 05h00

Os controladores da Usiminas, Ternium e Nippon Steel, estão cada dia mais longe de um acordo. Depois de patinarem em uma tentativa de consenso, em fevereiro, as negociações pararam, devido ao fato de a companhia japonesa não ter aceitado a inclusão de uma cláusula no acordo de acionistas para resolução de conflitos, algo proposto pela Ternium.

Mais diferenças
Hoje, o abismo poderá crescer, após reunião do Conselho de Administração que deverá votar pelo afastamento do presidente da siderúrgica mineira, Rômel de Sousa, nome ligado à Nippon. A justificativa é de que o executivo praticou conduta ilegal por ter assinado sozinho um documento estratégico, contrariando as regras de compliance da Usiminas.

Azedar
Uma das visões é a de que a justificativa para a destituição de Rômel possui fraca base legal, mas teria força para colocar uma pá de cal na já difícil relação entre os controladores da Usiminas, há dois anos em pé de guerra. Procurada, a Usiminas disse que “não comenta assuntos do âmbito de seus acionistas”. Ternium e Nippon também não comentaram.

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