Coronavírus castiga ações da Petrobras na bolsa de Nova York

Fernanda Nunes

01 de abril de 2020 | 05h00

 

Rio, 01/04/2020 – A Petrobras é a petroleira que mais está sendo castigada pelo coronavírus entre as gigantes do setor. Com a cotação do barril em queda livre, o valor de mercado da petroleira na Bolsa de Nova York despencou 57% em um mês, até a última sexta-feira. A distância é de cerca de 30 pontos porcentuais em relação à contração da Shell (de 25,8%) e da Exxon (que retraiu outros 25,8%). A chinesa Sinopec foi a menos afetada (-8%). Os dados são do Instituto Nacional de Estudos Estratégicos de Petróleo (Ineep).

Risco concentrado. Segundo Rodrigo Leão, diretor técnico do Ineep, a estratégia de se concentrar na exploração e produção de petróleo da Petrobrás – enquanto as concorrentes diversificam o investimento em outros segmentos, como no refino e petroquímico – ajudou a penalizar a estatal. Isso porque a empresa ficou mais suscetível às oscilações do preço do petróleo.

Gestão. O grande peso da Ásia, região mais afetada pelo Covid-19 nesse período de um mês, entre os clientes da Petrobrás também ajudou no quadro. Para o especialistas, a cotação do barril permanecerá volátil neste ano, o que vai exigir das grandes petrolíferas flexibilidade na gestão dos ativos. Para ele, as que atuam de forma verticalizada deverão ter maior possibilidade de lidar melhor com a crise.

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