Credores externos de JBS e Eldorado querem entender riscos de leniência

Credores externos de JBS e Eldorado querem entender riscos de leniência

Coluna do Broadcast

17 Setembro 2017 | 05h00

Detentores de bônus da JBS e da Eldorado sondam advogados de escritórios brasileiros para entender os desdobramentos que a rescisão dos acordos de colaboração premiada de Joesley Batista e do executivo do Grupo J&F Ricardo Saud podem ter no acordo de leniência, ainda a ser homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os temores recaem especialmente sobre os bônus da Eldorado e se haverá implicações na venda do ativo para a canadense Paper Excellence (PE). Uma mudança no controle da Eldorado e eventualmente da JBS é também acompanhada com lupa. Isso porque o rebaixamento do rating da JBS, como decorrência de uma eventual troca de controle da companhia, pode motivar a liquidação antecipada dos bônus de ambas as empresas.

Observando
Mas a pressão de venda de bônus da Eldorado e da JBS é ainda modesta no mercado externo, apesar do tamanho da confusão em torno do grupo dos Batista nos últimos dias. Desde a prisão de Wesley Batista, no último domingo, os bônus da JBS que vencem em 2024 caíram quase 4%, enquanto que os da Eldorado perderam 3,6%. Mas essa variação já tem ocorrido nos últimos meses, mostrando que esses investidores ainda avaliam o cenário antes de tomar uma decisão de saída dos papéis.

Tudo certo
A despeito do óbvio desconforto com a rescisão do acordo, a diligência da Eldorado pela PE segue normalmente, conforme o cronograma alinhado entre comprador e vendedor. Nenhuma dificuldade foi observada, ao menos até aqui.

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