Credores se estressam e Queiroz Galvão tenta evitar a recuperação judicial

Credores se estressam e Queiroz Galvão tenta evitar a recuperação judicial

Coluna do Broadcast

28 Setembro 2018 | 04h00

Desentendimentos entre credores bancários da Queiroz Galvão, alvo da Lava Jato, colocaram novamente o grupo em foco e suscitam temores de que o grupo possa ser empurrado para a recuperação judicial.

Além da dívida de cerca de R$ 10 bilhões do grupo estar na mesa há quase dois anos, o estresse teria sido motivado por exigências adicionais feitas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), consideradas assimétricas em relação às acordadas com os demais bancos.

A situação se complica porque Santander e BTG Pactual já teriam executado compromissos não honrados há algum tempo e, agora, o Itaú Unibanco teria notificado a companhia de que faria o mesmo.

Sobrevoo. Ainda que o desenrolar da crise financeira do grupo não seja nada simples, havia expectativas, em fevereiro deste ano, sobre um desfecho. Para evitar a recuperação, a empresa tenta emplacar um modelo de renegociação que envolveria uma liquidação organizada dos ativos do grupo.

A QGEP, que atua na exploração de petróleo, seria oferecida em garantia aos bancos. A QGOG, detentora das plataformas de petróleo, renegocia dívidas com bondholders. Alguns investidores especializados em ativos estressados também teriam conversas para levar ativos. Procurados, as empresas e bancos citados não comentaram.

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