Cresce pressão de acionistas sobre empresas com desmatamento da Amazônia

Cresce pressão de acionistas sobre empresas com desmatamento da Amazônia

Circe Bonatelli

19 de fevereiro de 2020 | 04h22

CACERES MT – Extração ilegal de aroeira na região da Terra Indígena Sararé / FOTO: Polícia Federal

O avanço do desmatamento da Amazônia tem gerado um efeito colateral para as companhias brasileiras. Mais investidores têm procurado a direção de empresas com negócios florestais para esclarecer se as operações são, de fato, sustentáveis. A pressão se justifica porque ninguém quer ter suas aplicações financeiras associadas à agressão ao meio ambiente. Nos últimos meses, a Duratex, controlada pela Itaúsa e o Grupo Ligna, viu crescer o número de chamados de acionistas de Europa, Oriente Médio e Ásia pedindo reuniões e conferências exclusivas sobre o tema.

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Desmate irresponsável. A Duratex planta suas próprias florestas para produção de painéis de madeira que abastecem a indústria moveleira e não atua na região amazônica. A companhia também faz parte do Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), que se preocupa com notícias que possam afugentar investidores. Meses atrás, a associação publicou uma carta aberta classificando o desmatamento na floresta como “ações irresponsáveis e que não representam a mentalidade de um mundo moderno conectado com a bioeconomia”.

Notícia publicada no Broadcast no dia 18/02/2020 08:53:38

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