Crise hídrica deve levar Eneva a um dos melhores resultados de sua história

Crise hídrica deve levar Eneva a um dos melhores resultados de sua história

Leandro Tavares

06 de agosto de 2021 | 05h31

Crise hídrica tem afetado geradoras de energia Foto: Marcelo Min/ESTADÃO CONTEÚDO/AE

Enquanto as geradoras de energia sofrem por conta da crise hídrica, a Eneva, que tem no seu portfólio usinas térmicas a um custo acessível, deverá registrar um dos melhores resultados de sua história no segundo semestre do ano. De acordo com o diretor financeiro de relações com investidores da companhia, Marcelo Habibe, a empresa tem os parques térmicos mais baratos do Brasil porque o insumo é próprio e não precisa dividir a margem com ninguém.

A Eneva registrou lucro líquido de R$ 118,1 milhões no segundo trimestre do ano, uma alta de 37,7% em relação ao mesmo período do ano passado, reflexo, principalmente, do aumento do despacho térmico devido à crise hídrica, já que a remuneração da empresa acaba sendo maior em função da energia gerada.

“A empresa antecipou paradas de algumas usinas para manutenção no início do ano, quando ainda não despachava todas as térmicas, como forma de se preparar para este momento. Não vamos precisar parar nos próximos dois anos, podemos seguir despachando o ano todo”, disse o executivo  ao Broadcast Energia.

Segundo ele, a partir de meados de maio, todas as usinas térmicas foram ligadas e gerando 100% da energia para o Sistema Interligado Nacional (SIN). Em termos de comparação, no mesmo período do ano passado, a Eneva despachava apenas 8% durante 90 dias. Neste ano, com a crise, o despacho aumentou para 58%.

Leilões e racionamento

Outro movimento que a empresa fez para se preparar foram as certificações das reservas, anunciadas recentemente, pensando nos futuros leilões do governo, dos quais deve participar. “Surgindo um leilão emergencial eu tenho combustível para suprir a demanda em construção e nos projetos termelétricos”, explicou o executivo. “Estamos também habilitando novos projetos termelétricos”.

Indagado sobre a possibilidade de racionamento de energia, Habibe afirmou que se a chuva no período úmido ficar na média histórica não haverá racionamento. “Melhorando para próximo do histórico a gente já consegue evitar o racionamento”.

Esta nota foi publicada no Broadcast+ no dia 05/08/2021, às 19h51.

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